No sábado do dia 25/05, os punk rockers paulistanos e veteranos do Cólera fizeram uma empolgante apresentação ao vivo ao lado dos conterrâneos do Agrotóxico. O evento foi gratuito e rolou no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, vulgo CCJ. Quer saber tudo o que rolou nesse rolê? Pois não deixe de ler as próximas linhas!
O evento teve início oficialmente por volta das 20h, com uma apresentação visceral, direta e sem frescuras do Agrotóxico. Formada nos anos noventa, a banda é encabeçada por Marcos (guitarra e vocal), Arthur (guitarra), Jeff (baixo e vocal) e Pedro (bateria) e executa um hardcore/punk honesto e sem tempo pra firulas. Já na primeira apresentação da noite tivemos um pequeno moshpit na pista, com alguns dos presentes agitando incessantemente. Alguns fãs chegaram a subir ao palco e cantaram alguns versos de algumas músicas. O repertório da apresentação incluiu pedradas como "Números de Guerra", "Lobotomia Geral", "Fim do Mundo", "Eles Não Vão Parar", "As Ruas São Nossas", "Ateus em Trincheiras", "A Passos Largos (Com Destino Ao Caos)" e "Vozes da Periferia". O feedback foi extremamente positivo e a abertura cumpriu muito bem o seu papel, como já se esperava.
Por sua vez, às 21h, ovacionados por todos, sobem ao palco Val (baixo), Pierre (bateria), Fábio (guitarra) e Wendel (vocal). É hora do lendário Cólera dar início a mais uma apresentação celebrando os 40 anos de banda. E tome um repertório recheado de clássicos que cobrem toda a carreira do grupo. "E.S.S.M." abriu o show de forma corretíssima e na sequência, tivemos uma enxurrada de outras pérolas. Composições como "Subúrbio Geral", "Bloqueio Mental" e "X.O.T.", hino presente na antológica coletânea "Sub" (1983) fizeram todos cantar e agitar sem parar. O público respondeu muito positivamente durante todo setlist, pogando e agitando constantemente, jamais parando um minuto sequer. Vale mencionar que os stage dives também ocorriam com frequência e ainda tivemos alguns presentes subindo ao palco para cantar alguns trechos de alguns clássicos volta e meia.
O restante da apresentação ainda contou com outras diversas pérolas, tais como "Deixe a Terra em Paz!", do disco homônimo de 2004, "Medo", "Pela Paz", "Não Fome", "Adolescente" e "Vivo na Cidade", de "Pela Paz em Todo Mundo" (1986), "Verde" e "EA EO", de "Verde, Não Devaste!" (1989), além de muitos outros, como "Cultural Revolução", "Caos", "Hino", "Dia e Noite, Noite e Dia" e "Quanto Vale a Liberdade?". Durante a apresentação, o espírito do eterno Edson Lopes Pozzi (1962 – 2011), famoso Redson foi relembrado e diga-se de passagem, ver o Cólera ao vivo tocando com toda garra nos dias de hoje é a prova mais cabal de que o espírito de Redson permanece vivo nos corações todos. É um sentimento muito bonito.
Ao término das apresentações, ficou a certeza de que todos assistiram duas grandes aulas de punk e hardcore. É sempre um privilégio comparecer a gigs dessa magnitude e que venham muitas outras pela frente.
Redigido por David "Fanfarrão" Torres






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