Celebrado em 20 de novembro em todo o Brasil, o Dia Nacional da Consciência Negra — também conhecido por outros como Dia de Zumbi é uma data que homenageia ninguém mais ninguém menos que Zumbi (1655—1695), um pernambucano que nasceu livre, mas que foi escravizado aos seis anos de idade. Zumbi foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, o maior dos quilombos do período colonial e, apesar de ter sido assassinado em 20 de novembro de 1695, o seu legado jamais foi esquecido e apagado.
Apesar dos pesares, uma data comemorativa foi criada, imortalizando assim seus feitos e persona, porém não somente isso, dando assim voz também a aqueles que até então não possuíam qualquer visibilidade. À título de informação e maiores esclarecimentos, a expressão "Consciência negra" simboliza justamente o sentimento na qual os negros apresentam relativamente não somente sua história, como também a sua herança cultural como um todo, algo que incentiva a indispensável batalha contra a discriminação até os dias atuais.
Dessa maneira, o intuito principal do Dia da Consciência Negra é promover uma reflexão sobre a relevância do povo e da cultura africana no Brasil em si, bem como é uma ocasião que serve para ponderarmos o impacto que a comunidade negra teve e ainda tem em toda nossa trajetória e identidade cultural. Seja em qualquer manifestação artística, pautas sócio-políticas, gastronomia, esportes e em quaisquer setores. A cultura negra está entre nós muito mais do que podemos imaginar.
Chegamos a mais um 20 de novembro e, não importa quanto tempo passe, essa data jamais perderá seu peso e significado, muito pelo contrário. Em uma era marcada vergonhosamente por crimes e discursos de ódio deploráveis, preconceitos e intolerâncias de todas as naturezas e espécies, devemos remar contra essa maré desprezível de ideias e atitudes repulsivas e não apenas disseminarmos o oposto de tudo isso como exercermos o nosso dever de combater todo esse mal diariamente.
Quem já acompanha a nossa página sabe que publicamos, na medida do possível e de acordo com a nossa disponibilidade de tempo, matérias especiais dedicadas a pautas fundamentais de serem refletidas e debatidas. Particularmente, já faz algum tempo que estudava a possibilidade de publicarmos algo realmente interessante à respeito e, após tanta procrastinação, cá estamos agora.
Uma data tão especial e de importantíssima como o Dia Nacional da Consciência Negra jamais poderia deixar de receber ao menos algum texto ou menção de real impacto aqui no Blasting Noise Fanzine. Dentro do possível, espero ter feito jus a essa iniciativa. Agora, bora deixarmos esse momento mais piegas de lado e vamos nos concentrar naquilo que realmente interessa.
Nas próximas linhas, elenquei 10 bandas das mais distintas vertentes e subgêneros da música pesada, sendo 5 internacionais e as outras 5, 100% brasileiras. Embora nem todas sejam formadas inteiramente por músicos negros, cada grupo aqui presente possui ao menos um integrante que atende a este critério e adianto que são todos formidáveis à sua própria maneira.
Como já é de praxe, não consegui eleger nenhuma delas por ordem de preferência e/ou relevância, entretanto a condição principal foi deixar o Top 5 para o cenário brasileiro, afinal, os grupos e artistas de nossa terra são tão surpreendentes quanto quaisquer um que estejam presentes nos quintas de nossos vizinhos de outros países e continentes. Sem mais delongas, bora embarcarmos nesse Top 10, galera fanfarrônica!
Internacionais:
10. Death
Estilo/Subgênero: protopunk
Aos marinheiros de primeira viagem, não! Não é a seminal e espetacular banda de death metal de Chuck Schuldiner (1967—2001) que inaugura esta lista, porém um dos precursores do que viria a ser anos mais tarde todo o espectro do punk e hardcore. Falo dos pioneiros do Death, grupo fundado em 1971, em Detroit, Michigan (EUA), pelos irmãos Bobby, David (1952—2000) e Dannis Hackney. A razão para iniciarmos o Top 10 com esses veteranos é justamente o fato de considerar a banda muito injustiçada e apagada pela maioria, sendo renegada na grande parte do tempo a um seleto número de ouvintes que não se acomodam em somente ouvir as mesmas bandas e artistas de sempre.
Alguns anos antes de Ramones, Sex Pistols, bem como toda a leva do punk 77 e a cena punk e hardcore eclodirem ao redor do globo, estes senhores haviam desenvolvido uma sonoridade visionária e à frente de seu tempo, que acelerava os compassos do classic rock, injetando uma saudável dose de fúria e obstinação. O debut do grupo, "...For the Whole World to See" (1974), é uma verdadeira joia subestimada e deve ser conferido por todo entusiasta não somente do gênero, como de música pesada em geral, eu diria.
Em sua discografia, além do já mencionado full-length de estreia, o Death ainda nos presenteou com mais 3 álbuns, sendo o último lançado em 2015. Não obstante, um documentário independente intitulado "A Band Called Death" (2012) foi realizado, sob o comando de Jeff Howlett e Mark Covino. É muito gratificante que, embora tantas décadas depois, ao menos a banda alcançou um espaço no coração de muitos que desconheciam o seu legado, incluindo este Fanfarrão "resenhadô" que vos fala.
9. Fishbone
Estilo/Subgênero:rock alternativo/funk rock/metal/fusão
Quem me conhece bem sabe que bandas como Faith No More, Suicidal Tendencies, Mr. Bungle, Red Hot Chili Peppers e Living Colour são algumas de minhas prediletas e, por algum motivo, todos estes nomes que citei são expoentes de subgêneros que ficaram conhecidos por nomes como funk o'metal, funk metal ou simplesmente funk rock. O motivo de tais nomenclaturas, como podem imaginar, é bem simples e óbvio: a fusão precisa de rock/metal com o ritmo suingado do funk.
Além desses excepcionais representantes que citei, também é de suma importância mencionarmos outros nomes igualmente emblemáticos e que contribuíram imensamente para o crescimento exponencial dessa façanha, vide Primus, Infectious Grooves, Jane's Addiction e um tal de Fishbone, uma banda tão ousada e talentosa quanto todas as anteriores que mencionei, porém mais apagada do que a maioria desses ícones, infelizmente.
Fundada em 1979, em Los Angeles, Califórnia (EUA), o grupo é um dos pioneiros a mesclar ska, punk rock, funk e rock/metal e nesses 40 anos de estrada, nos brindaram com 7 álbuns de estúdio, 3 álbuns ao vivo, além de EPs, compilações e materiais complementares. O terceiro álbum do grupo, "The Reality of My Surroundings" (1991) é um dos grandes pilares de sua discografia, tido pela maioria como o ponto alto da carreira dos estadunidenses e, para quem desconhece tanto a banda como essa fusão mirabolante de estilos, recomendo fortemente a audição.
8. Jesus Piece
Estilo/Subgênero: metalcore/sluge metal
Direto da Filadélfia, Pensilvânia (EUA), outra banda que realmente se destacou muito recentemente nos últimos anos é o Jesus Piece e não é para menos, Fanfarrões e Fanfarronas. A sonoridade dos caras é uma avalanche sem qualquer pingo de misericórdia, uma verdadeira voadora de dois pés no peito. Um ataque não apenas sonoro como lírico, capaz de nocautear em pouquíssimas notas e sem o menor esforço os ouvintes mais sensíveis.
O quinteto é composto por Anthony Marinaro (baixo, vocal de apoio), Luis Aponte (bateria), David Updike (guitarra), John DiStefano (guitarra) e Aaron Heard (vocal). Aaron é o representante negro da banda e é um frontman/vocalista espetacular, dono de um vocal tão poderoso quanto amedrontador — no melhor sentido da expressão.
Manjam aquela fusão pungente do mais vigoroso hardcore com o peso igualmente exorbitante da escola mais extrema do metal? É precisamente o que o grupo prima por executar com tamanho afinco e feeling. Atualmente, o catálogo da banda inclui um EP autointitulado lançado em 2015, 2 demo tapes, lançadas respectivamente em 2016 e 2018, um split com o Malice at the Palace concebido em 2017, um full-length/debut maravilhoso produzido em 2018, além de 2 singles disponibilizados no ano passado. Em tempo, após um hiato de 3 anos sem um novo disco completo de inéditos, a ansiedade por um novo álbum dos caras é inevitável. Vamos cruzar os dedos e torcer para que isso ocorra muito em breve.
7. Zulu
Estilo/Subgênero: powerviolence/hardcore punk
Nunca vou entender como a Califórnia em si — não apenas Los Angeles — consegue ser um celeiro tão frutífero de artistas e bandas dos mais diversos estilos e propostas. De Cypress Hill a Slayer, de Red Hot Chili Peppers a Suicidal Tendencies ou ainda de Beach Boys a Terrorizer, a música e a arte definitivamente não possuem fronteiras por lá e uma vez dito isso, o quinteto Zulu vem ganhando espaço dentro do meio da sonoridade subversiva independente graças ao seu empenho irrepreensível e repleto daquilo que tanto precisamos: conteúdo sócio-político dilacerante.
Diga-se de passagem, a conduta corretíssima da banda é empregada de modo tão impressionante quanto a musicalidade praticada, que compila grooves excruciantes com a destreza e a urgência do powerviolence/hardcore punk. Na linha de frente, temos o vocalista Anaiah Lei (DARE, The Bots, FireBurn), um verdadeiro portador desse enxame caótico, contagiante e perfeito.
Com apenas 2 EPs lançados, sendo um em 2019 e outro em 2020, o Zulu é um desses incontáveis representantes da música suja e agressiva que tem absolutamente tudo para alcançar um patamar ainda maior dentro de seu nicho. Que continuem assim e nos presenteiem com diversos outros trabalhos, em especial álbuns de estúdio e não somente EPs e lançamentos de menor duração.
6. Turnstile
Estilo/Subgênero: hardcore punk
Elaborar uma lista, com o mínimo de respeito que seja, e cuja premissa é reunir bandas e artistas da música pesada com integrantes negros e não incluir Turnstile, um dos maiores representantes em ascensão que temos nos últimos anos, beira a total heresia, não é mesmo? Pois bem, para quem estava com receio de que deixaria esta bandaça de fora deste Top 10, pode tirar o cavalinho da chuva, como dizem por aí.
Oriundos de Baltimore, Maryland (EUA), o Turnstile, assim como disse acima, é outro exemplo cabal e expressivo ao extremo de como a cena pesada está muito bem servida na atualidade, seja aqui em terras brasilis ou no celeiro dos gringos. A banda foi formada em 2010 e é impressionante como em tão pouco tempo já se tornaram uma das mais queridas entre os apreciadores de hardcore punk. Com espantosos 3 álbuns lançados num espaço inferior ao de 10 anos, além de muitos EPs e singles, o Turnstile é formado atualmente por Brady Ebert, Brendan Yates, Daniel Fang, Franz Lyons e Patrick McCrory. O baixista Lyons é o representante negro da banda, um artista absurdamente incrível e talentoso.
No que diz respeito à sonoridade realizada pelo quinteto, ainda que a banda tenha estourado graças ao seu hardcore punk frenético, grudento e repleto de harmonias e texturas, após o lançamento de seus mais recente trabalho de inéditas, "Glow On", é notório que os músicos estejam gradativamente buscando se livrar de quaisquer amarras e limitações sonoras, algo que, sejamos francos, é completamente compreensível.
Que os caras permaneçam alçando voos cada vez maiores e atingindo as massas, pois talento eles tem de sobra e se continuarem nessa pegada, certamente serão oficialmente canonizados muito em breve como uma das maiores bandas do estilo a dar as caras nos últimos anos.
Nacionais:
5. Black Pantera
Estilo/Subgênero: rock/metal/hardcore punk
Certamente, uma das bandas mais proeminentes e necessárias da atualidade. Fundado em 2014, em Uberaba (MG), pelos irmãos Charles Gama (guitarra, vocal, letras) e Chaene da Gama (baixo) ao lado de Rodrigo "Pancho" Augusto (bateria), o Black Pantera é um desses incontáveis atos musicais cujo nome é autoexplicativo.
Inspirados por Zumbi dos Palmares e claro, pelo partido dos Panteras Negras, os músicos são responsáveis por entoarem brados autênticos, disparados no bom e velho português brasileiro, de cunhos tão nobres quanto contundentes. Direto é reto, são artistas que batalham diariamente contra a discriminação em todas as suas facetas e condições.
A sonoridade do grupo, por sua vez, é um amálgama intenso e invejável de rock/metal, hardcore punk e elementos distintos, tudo embalado por elementos tribais, grooves cirúrgicos, alternâncias de andamento formidáveis e que, somados aos vocais perfeitamente agressivos e à postura politicamente engajada do grupo permite que sua mensagem seja transmitida com um impacto surpreendente.
Por ora, o power trio coleciona um total de 2 álbuns de estúdio e 2 discos ao vivo. Que alcancem cada vez mais espaço, não apenas pelo seu talento inegável, como também pela suma importância do discurso ativista e revolucionário presente em cada um de seus trabalhos.
Apreciadores principalmente de Sepultura (em seus materiais mais "groovados"), Claustrofobia, Uganga, Soulfly, Gojira, Machine Head, Fear Factory, Rage Against the Machine (nem tanto pela sonoridade, porém pelo posicionamento e abordagem), White Zombie, Cavalera Conspiracy, Nailbomb e derivados certamente vão apreciar muito a obra desses caras pra lá de talentosos.
4. Sendo Fogo
Estilo/Subgênero: hardcore punk/thrashpunk
Formado em São Paulo (SP) há poucos anos atrás, nascido das cinzas e restos mortais do powerviolence de quebrada do Pode Pá, um dos atos mais legais do "róque" veloz underground e que, inevitavelmente, deixou muitas saudades, o Sendo Fogo mantém essa tradição periférica com louvor, preservando a atitude, a velocidade, a rábia contra o sistema inescrupuloso que nos consome de dentro pra fora, além das mazelas socias que nos atormentam em nossas rotinas diárias.
Combinando sabiamente hardcore punk, crossover/thrashpunk e pitadas saborosas de powerviolence, Robson "Robinho" Assis (vocal/guitarra), Diogo (vocal/baixo) e Alemão (bateria) lançaram juntos, até o momento, 2 EPs sensacionais, "Sobreviver e Lutar" (2018) e "Caos-Povo" (2021), discos que devem ser ouvidos obrigatorimente por todo admirador de música rápida, suja e politicamente engajada que se preze. Se este último lançamento figura entre um de meus preferidos do ano? Mas sem sombra de dúvidas que sim!
"Hardcore de quebrada. Antifascista, pela revolta popular, contra a omissão e o escarcéu político. Canções da guerra civil não declarada na periferia de São Paulo, Brasil." Essa é a descrição da banda em seu perfil no Facebook. Dispensa elogios, certo? Errou rude, todo elogio e reconhecimento é pouco pra essa rapaziada.
3. D.E.R.
Estilo/Subgênero: grindcore
Desordem e Regresso. Três palavrinhas que, ao serem reunidas numa única sentença, resultam num significado tão forte quanto real. Lembro que, quando eu era um mero adolescente, muitos anos antes de eu sequer saber o que grindcore era, já repeti isso inúmeras vezes para eu mesmo quando o assunto envolvia, em sua essência, a verdadeira desgraça que é o campo sócio-político em solo nacional. Mal sabia eu que, algum tempo depois, iria me envolver cada vez mais na batalha contra essa tirania nefasta, graças aos meus textos e charges.
Formada em 1997, em São Paulo (SP), o D.E.R. — Desordem e Regresso, assim como dito acima, é um dos representantes mais intrigantes do grindcore paulistano. Ainda que tenham somente lançado um único full-length, o rolo compressor que atende pelo nome de "Quando a Esperança Desaba" (2008), esta entrega é, ao menos para mim, um dos maiores álbuns do estilo já produzidos no Brasil. Além deste tremendo trabalho, o quarteto formado por Maurício (baixo), Barata (bateria), Renato (guitarra) e Thiago (vocal) conta em sua discografia com 3 splits, um slit/DVD com o Violator e claro, não nos esqueçamos de "Rancor", EP devastador concebido em 2017, sendo este o último material lançado pela banda até agora.
O conteúdo lírico, por sua vez, é tão visceral e engajado quanto a sonoridade anti-musical e truculenta praticada pelo grupo. Os vocais ultra coléricos e perfeitamente imundos de Thiago (Urutu, ex-Are You God?), aliados aos blast beats de Barata (Test, ex-Sick Terror), um dos bateristas mais insanos deste corroído planetinha azul, retumbam como o mais puro enxame de revolta anti-establishment possível.
2. M4nifesto
Estilo/Subgênero: rapcore/hardcore periférico
Chegando a nossa penúltima banda, temos outro grupo de muito peso, atitude e respeito. Uma banda formada em 2018, em São Paulo (SP), ano na qual se desenrolou o estopim da desgraça que viria a se tornar este (des)governo atual, como todxs bem sabemos. Falo da avalanche contestadora que atende pelo nome de M4nifesto, um dos grandes representantes do rapcore/hardcore periférico atual, composto por ex-integrantes do D.P.R. e Santa Morte. Ricardo Stéfano (vocal), Ismael Victor (guitarra), Cezinha Gomes (baixo) e Henrique "Rick" Araújo (bateria) formam o lineup dessa que é, sem a menor dúvida, uma das grandes promessas da música pesada nos últimos anos, independente da proposta.
Numa fusão intensa do que existe de mais incisivo e indeclinável tanto no rap como no hardcore, o quarteto lançou o EP "A Voz dos Sem Voz" (2019), um dos trabalhos que mais se destacou no cenário independente nacional naquele ano e tamanho feito não é para menos. Com um posicionamento tão violento, urgente quanto belo e louvável, trata-se de outro exemplo evidente de como o futuro do underground tupiniquim resiste firme e forte, por mais que a realidade ao nosso redor seja um cenário cada vez mais negro e claustrofóbico.
Em poucas palavras, é graças a artistas como o M4nifesto que a maioria de nós encontra forças para continuar resistindo a crescente onda neofascista que nos assola. Para todos aqueles que apreciam um bom hardcore e/ou rap contestador e de altíssima qualidade, a audição da banda é obrigatório. Agora, aos restantes que creem que música e política não se misturam, vazem. Artistas e propostas como essas não são bem-vindas para quem não se importa com o seu real significado.
1. Maddiba
Estilo/Subgênero: crossover/hardcore/thrash metal/rap
E chegando ao fim da lista, temos uma banda que inclusive já recomendamos aqui no blog no ano passado e que, pra variar, é outro dos grandes representantes da música pesada atual, em especial dentro do espectro do hardcore e rap/rapcore.
O grupo mencionado é o Maddiba, outro power trio, formado em 2016, em Santo André (SP) e que, mais uma vez, é estupidamente talentoso e incrivelmente ativo em suas causas e crenças, se posicionando contra a intolerância e expressando suas visões sócio-políticas em uma sonoridade deliciosamente balanceada e recheada de influências espetaculares.
No vasto caldeirão de referências e elementos, nos deparamos principalmente com influências de hardcore oitentista, crossover, thrash metal, rap e reggae. Alguns nomes que ecoam em nossas mentes ao ouvirmos a sonoridade desempenhado pelos caras são Dog Eat Dog, Run-D.M.C., N.W.A., Beastie Boys, Anthrax, Code Orange, Refused, Suicidal Tendencies e Hatebreed. Tudo isso apenas sintetizando brevemente, que fique bem claro.
Formada por Tchel Caron (vocal/guitarra), Lucas Viana (DJ, baixo e vocal de apoio) e Renan Pigmew (bateria e vocal de apoio), a banda possui 3 singles e um full-length simplesmente fantástico e que, inclusive, encabeçou a primeiríssima posição em nossa lista de melhores lançamentos do ano passado.
Creio que somente por este argumento já seja o suficiente para termos uma boa noção do quanto a qualidade presente no trabalho dos músicos é impressionante. É admirador das bandas e estilos citados acima e ainda não conferiu o trabalho do grupo? Pois não perca tempo e vá tirar esse atraso imediatamente, cara pálida!
E é isso, Fanfarrões e Fanfarronas! Chegamos ao fim da matéria e espero que tenham apreciado tudo o que foi apreciado. Parafraseando alguns pontos cruciais que mencionei no início desta matéria, o preconceito e todo tipo de intolerância devem ser combatidos veementemente em todos os dias de nossas vidas.
Ainda que a data em si seja imprescindível e também simbolize a homenagem a Zumbi, jamais devemos deixar de praticar aquilo que pregamos e acreditamos em nossa rotina diária. O discurso de ódio, o racismo e toda forma de intolerância devem ser combatidos e exterminados. Não existe espaço para nada disso, principalmente dentro do meio artístico, onde pautas como essas andam de mãos dados com a sonoridade entregada pelas bandas.
Confesso que foi uma tarefa bastante divertida e simultaneamente árdua compilar todos estes artistas, porém na medida do possível, busquei trazer propostas muito diferentes entre sim e que possam agradar tanto a públicos semelhantes como divergentes. Adianto também que muito em breve é bem capaz de rolar uma segunda parte dessa lista, portanto fiquem bastante ligadxs.
#BlackLivesMatter
Redigido por David "Fanfarrão" Torres
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